Tuesday, October 14, 2014
Desta vez, o google acertou.

A Hannah Arendt merece.

Posted at 12:33 am by Flamarion Daia Júnior
Make a comment  

Monday, September 22, 2014
Qual o valor de uma raça sensível demais?

Há mais ou menos vinte anos atrás houve um grande escândalo nas forças armadas americanas. Parece que alguns militares homens estupraram (ou teriam estuprado) militares mulheres. O escândalo, como costuma acontecer nesses tempos tristes em que a verdade foi partidarizada, dividiu os comentaristas do caso entre aqueles que achavam o exercito americano uma instituição machista acobertadora de estupradores e outros que achavam tudo invenções de mulheres cínicas, ou um exagero, para ganharem algum tipo de compensação (indenizações ou algo assim). Cito de memória. Acompanhei o caso pelo Paulo Francis, que também não se aprofundou muito. Mas o Paulo Francis fez a única pergunta realmente importante nesse caso: "qual é o valor de um soldado que se deixa estuprar?" E realmente, se um soldado é tão fácil de ser estuprado, então ele não deve ser muito temível quando em combate...

Bem, eu me lembrei do Paulo Francis durante o triste caso da torcedora do Grêmio que perdeu o emprego, está sendo processada e ainda teve a casa incendiada porque chamou um goleiro negro de macaco durante um jogo de futebol. Eu vejo duas posições: uma que condena a torcedora antes de qualquer julgamento e outra que exige que ela seja julgada e punida dentro da lei, segundo o rito judicial. Alguns poucos reclamam do absurdo do Estado proteger os negros e não proteger os brancos ��" porque é claro que se alguém xingasse o ex goleiro Taffarel de "loiro nojento" ou algo assim esse alguém não seria punido (mas essa também seria uma punição dentro da lei, se fosse o caso). E menos gente ainda reclama do absurdo do Estado se meter quando alguém xinga a raça de outro alguém.

A pergunta realmente importante, e que ninguém faz, é: "qual é o valor de uma pessoa que se abala quando sua raça é xingada?" Se os brancos não se abalam quando a raça branca é xingada enquanto os negros se abalam quando a raça negra é xingada, então isso é uma prova da inferioridade dos negros. Se os heterossexuais não se abalam quando o heterossexualismo é xingado enquanto os homossexuais se abalam quando o homossexualismo é xingado, então isso é prova que os homossexuais são mesmo inferiores. Se as mulheres se abalam quando ouvem uma piada contra as mulheres e os homens não se abalam quando ouvem uma piada contra os homens, então isso é prova que as mulheres são mesmo inferiores. Imaginem os negros politicamente corretos numa guerra! Não haveria batalha. Algum branco do exercito inimigo contaria uma piada de negro e o exercito de negros politicamente corretos deixaria as armas caírem no chão e começaria a protestar contra o racismo, ao invés de lutar. Se para um negro a expressão "crioulo nojento" for tão pouco ofensiva quanto a expressão "desbotado nojento" para um branco, então sim, as raças são iguais, pelo menos ao não se abalar diante de um insulto racial.  Enquanto a expressão "crioulo nojento"  for capaz de abalar um negro mais do que a expressão "desbotado nojento" é capaz de abalar um branco, os negros serão inferiores aos brancos. Eu pelo menos não contrato um negro como policial ou como soldado se sei que se ele for xingado de "crioulo nojento" ele vai desabar e chorar, o que não acontece com um branco, se ele for xingado de "desbotado nojento".

Um argumento de quem defende o politicamente correto e a transformação de insultos raciais em crimes: "Os brancos não se abalam com ofensas à raça branca porque não vivem numa cultura que despreza os brancos. Os negros se abalam com ofensas à raça negra porque vivem numa cultura que despreza os negros."
Bem, nos 30, 40, 50, 60 e 70 do século passado, todos admitem, o racismo era maior do que hoje, e mais escancarado também. Leônidas, Zizinho, Didi, Garrincha e Pelé viviam sendo xingados de "crioulo sujo" para baixo pelos torcedores adversários (e, quando jogavam mal, pelos torcedores dos próprios times). Eles não se abalavam, não mais do que um branco se abalaria se fosse xingado de "desbotado nojento". Respondiam às ofensas com dribles e com gols e saiam rindo do estádio. Xingamentos raciais nunca os incomodaram. Eles viviam numa cultura que desprezavam menos os negros que o goleiro Aranha?

Outro argumento de quem defende o politicamente correto e a transformação de insultos raciais em crimes: "medidas legais contra quem ofende uma raça tem uma função educacional: elas ensinam às pessoas que o preconceito é errado". O problema é que, se na prática há medidas legais contra quem ofende uma raça e não há medidas legais contra quem ofende as outras, o que isso ensina é que os negros são mais protegidos pelo Estado do que os brancos, os índios e os mestiços. Ou seja, é uma questão de ter um lobby forte, não uma questão de ter ou não razão.

Além do mais, nem sempre o preconceito está errado. Se eu achar que um exercito só de homens tem mais chances de ganhar uma guerra que um exercito só de mulheres, isso é preconceito, é claro. Mas nesse caso o preconceito está certo. Mesmo assim eu corro o risco de ir para cadeia por achar isso e escrever isso. Exagero meu? Olha que se alguém dissesse, há 20 anos atrás, que ainda veríamos pessoas sendo presas por chamar um negro de macaco durante uma partida de futebol, todos diriam que é um exagero.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

O Percival Puggina, ao condenar a pressa da mídia em condenar a torcedora antes do judiciário, está implicitamente reconhecendo que sim, tem cabimento o judiciário perder tempo com insultos raciais. Num país onde falta tempo (e vários outros recursos) para prender ladrões, estupradores e assassinos, fazer a justiça e a polícia perder tempo com insultos raciais é na melhor das hipóteses uma piada de péssimo gosto.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Não são só os negros que estão se tornando uns bobalhões supersensíveis. O mesmo está acontecendo com as crianças. Antigamente, um garoto fazia uma travessura e levava uma bruta surra de cinto. No dia seguinte estava mostrando as marcas das cintadas para os amiguinhos e achando graça. Hoje, qualquer palmadinha é caso de polícia.

E também tem o tal preconceito linguístico. Um menino antigamente aparecia na escolinha falando como caipira e ganha o apelido de baiano, ou mineiro, ou matuto, ou bugre, ou caipira, dependendo da região de onde ele vinha ou para onde ele ia, e logo ficava amigo dos outros garotos que gozavam o jeito dele falar, até muitos anos depois, já formado e sendo um profissional bem sucedido no mercado de trabalho, seus amigos do tempo de escola chamavam ele de "Zé da Roça" ou algo assim por causa do sotaque dos tempos de colégios, e o Zé da Roça só se divertindo com seus amigos, sem nem pensar em se indignar por isso. Isso era antigamente. Agora, vieram com um tal de preconceito linguístico, que por algum motivo deve ser combatido nas escolas. O melhor que se pode esperar desse combate ao preconceito linguístico nas escolas é que as escolas ficarão ainda mais chatas do que já são, para todos. Para os amiguinhos do Zé da Roça e para o Zé da Roça também. Podem ter certeza: os amiguinhos do Zé da Roça e o próprio Zé da Roça preferem uma escola onde podem fazer piadas com o sotaque dos outros.

Posted at 12:42 pm by Flamarion Daia Júnior
Make a comment  

Sunday, September 21, 2014
Link útil para as eleições

Posted at 12:54 am by Flamarion Daia Júnior
Make a comment  

Wednesday, August 06, 2014
Dois bandos de idiotas (e um homem sério)

Eu tive outro dia um dialogo com um amigo meu:

O MEU AMIGO: Você exagera, Flamarion. Os petistas não são tão idiotas assim.

EU: Ah, eles são! Eles têm umas cismas que só idiota pode ter. Eles cismaram em legalizar de qualquer maneira o aborto e as drogas, em premiar terroristas com indenizações milionárias e em impedir que o cidadão honesto tenha uma arma para se defender dos bandidos que infestam o Brasil. Só idiotas podem cismar com isso.

O MEU AMIGO: Mas veja uma coisa: mesmo assim os petistas têm conseguido o que querem em política, ao menos a nível federal.

EU: Porque não têm oposição! Ou, se você prefere, porque os tucanos que deveriam fazer oposição conseguem ser ainda mais idiotas que os petistas. Esses outros idiotas decidiram que as ideologias não têm mais importância política e que todas as eleições agora serão administrativas, e assim eles, os tucanos, levam vantagem, já que o povo verá que eles, os tucanos, são melhores para administrar que os petistas – e, dá licença, mas acreditar nisso que os tucanos acreditam é ainda mais estúpido que acreditar em comunismo. Mesmo que o povo tenha inteligência para perceber entre os candidatos quem é o melhor administrador, o povo tem interesse em que o Estado seja bem administrado? Não, não tem. Se não houver ideologias em disputa, o povo vota no candidato que dá mais presentes para o povo. E esse é o candidato petista. NÃO EXISTEM ELEIÇÕES ADMINISTRATIVAS! O POVO NUNCA PROCUROU ESCOLHER O MELHOR ADMINISTRADOR! Se não houver diferenças ideológicas, o povo votará no candidato que der mais presentes para o povo e o povo não se interessa se isso vai falir o país depois de algum tempo. Na Argentina, o povo amava Perón porque Perón dava mais presentes para o povo do que os outros candidatos. Isso faliu o país, que de nação rica e desenvolvida passou a mais uma miséria latino-americana. E o povo argentino? Se lixando para a falência da Argentina, continua a votar em quem dá mais presentes. O POVO ARGENTINO ESTAVA SE LIXANDO SE PERÓN ERA OU NÃO MELHOR ADMINISTRADOR QUE SEUS ADVERSÁRIOS CONSERVADORES, O POVO BRASILEIRO ESTÁ SE LIXANDO SE O LULA OU A DILMA SÃO MELHORES ADMINISTRADORES QUE OS TUCANOS. Mas o tucano acha que, não tendo mais sentido uma disputa ideológica (como se eleições tivessem alguma coisa com fazer sentido!), eles levarão vantagem exibindo seus currículos de administradores, ou seja, são afetadinhos. Ou então, tentam prometer que darão mais presentes para o povo do que os petistas, ou seja, são falsos – e o povo pode não saber explicar bem porque, mas sente lá no fundo quando alguém é falso. E entre um bando de idiotas afetados e falsos e outro bando de idiotas toscos e estabanados, costuma acontecer que os segundos levem vantagem, pelo menos enquanto não se tornarem obvias as más consequências de sua idiotice. A julgar pela capacidade do povo de relacionar causa e efeito, isso deve demorar mais alguns anos, o que quer dizer que a Dilma está reeleita e os tucanos terão mais quatro anos de oposição cômoda. Mas para os brasileiros, esse joguinho idiota de tucanos e petistas é muito, muito ruim. A maioria pode até achar (e pode também continuar achando por muito tempo) que não é, mas é.

* * * ** * * ** * * ** * * * * * * ** * * ** * * ** * * *

Isso, que eu disse ao meu amigo, mas sem nem considerar que, no fundo, as tão profundas diferenças administrativas entre tucanos e petistas são de importância bem pequena, são o de menos. No que os petistas têm de pior, os tucanos são iguais.

Os petistas querem legalizar o aborto em qualquer situação (e não só quando a saúde da mãe estiver em risco), não têm apoio popular para isso e assim eles tentam legalizar o aborto na prática, através de artimanhas jurídicas, sem mexer no texto da lei. E os tucanos? Mesma coisa.

Os petistas querem legalizar (ou, se você gosta de eufemismos, "descriminalizar") as drogas, começando pela maconha (e só não falam em heroína e cocaína AGORA porque não querem assustar muito as pessoas), mas não têm apoio popular para isso. Então eles usam várias artimanhas jurídicas para permitir tanto o consumo quanto o cultivo e o tráfico, legalizando a maconha na prática, mas mantendo o texto da lei inalterado. E os tucanos? Mesma coisa.

Os petistas querem tirar do cidadão honesto o direito de ter uma arma de fogo para se defender, mas não têm apoio popular para isso, aí eles tentam criar vários obstáculos burocráticos e legais para impedir que o cidadão honesto tenha acesso às armas. E os tucanos? Mesma coisa.

Legalizar o aborto, legalizar a maconha, e tirar do cidadão honesto do direito de ter armas de fogo para se defender, são três coisas em que petistas e tucanos são iguais, e são três coisas muito piores que quaisquer outras diferenças que petistas ou tucanos possam ter. Detalhes técnicos sobre a economia ou a administração pública? Isso não vale a vida de um feto. Isso não vale as vidas duma família que não pode ter armas para se defender dos bandidos. Isso não vale a segurança de quem não pode andar sossegado nas ruas porque elas estão cheias de viciados e traficantes – e pode ter certeza de uma coisa: os últimos não estarão desarmados.

Então, se eu votar em algum candidato, não será nem petista nem tucano. Será um candidato que for, sem qualquer dúvida ou hesitação, firme em três pontos:

1)      Contra a legalização do aborto;

2)      Contra a legalização das drogas; e

3)      A favor do direito do cidadão honesto ter uma arma para se defender e defender sua família.

Tanto na lei quanto na prática.

E os detalhes técnicos sobre a administração pública e a economia, aos quais os petistas e principalmente os tucanos dão tanta importância? São importantes, eu não nego, mas menos, muito menos importantes que a vida de um feto. Muito menos importantes que a saúde das pessoas que iriam se drogar se não fossem as drogas proibidas. Muito menos importantes que o direito do cidadão honesto de se armar para defender a si mesmo e à sua família.

Por isso, se eu morasse em São Paulo, eu votaria em Rodrigo Pedroso, que é firme contra a legalização do aborto, contra a legalização das drogas e a favor do direito do cidadão honesto de ter uma arma para se defender e defender sua família. Mais do que em qualquer outro político, confio no Rodrigo nessas três questões, que são mais importantes que quaisquer questões econômicas e quaisquer detalhes técnicos sobre a administração pública. Por isso eu votaria nele se ele fosse candidato em Brasilia. E peço aos meus leitores de São Paulo, se puderem, que votem nele. Aos que votam em outros estados eu digo: procurem saber três coisas: Se o candidato é contra legalizar as drogas e o aborto e a favor do cidadão ter direito a ter uma arma para se defender. Isso é muito mais importante do que detalhes sobre a política econômica ou a administração pública.

 

Posted at 06:40 pm by Flamarion Daia Júnior
Comments (1)  

Wednesday, July 23, 2014
Depressão

Não, eu não vou encerrar o blog.

Poucas coisas me deixam mais triste do que assistir comentaristas de futebol numa mesa redonda, na televisão. Cada um querendo cortar os outros, ninguém tem paciência com ninguém. Brasileiros sendo brasileiros me deprimem.

Estou para mandar um e-mail para o Dennis, mas estou sem tempo. E acho que ele também está. Nos últimos tempos, a minha maior diversão era entrar no twitter para conversar com o Dennis. Bom...

Problemas no computador e na impressora. Tudo porque encaixei errado a merda de um cartucho de tinta. Se ao menos fosse uma questão de dinheiro. Eu pagava e pronto. Mas parece que não é...

Posted at 02:26 am by Flamarion Daia Júnior
Make a comment  

Friday, June 06, 2014
Aniversário do Dia D

E o doodle do google?

Posted at 09:07 pm by Flamarion Daia Júnior
Make a comment  

Sunday, May 11, 2014
Ylang-Ylang

O Dennis saiu do twitter e nunca esteve no facebook, mas ele ainda bloga de quando em vez, aqui: http://ylangdennis.wordpress.com

Posted at 10:48 am by Flamarion Daia Júnior
Make a comment  

Sunday, May 04, 2014
Definição

A ideologia é a parte chata da política.

Posted at 10:48 am by Flamarion Daia Júnior
Make a comment  

Monday, March 31, 2014
Parabéns, Brasil

Há cinquenta anos, o Brasil escolheu a melhor alternativa possível.

Infelizmente, sempre haverá um mentiroso para dizer que o Brasil poderia ter escolhido a democracia e sempre haverá um tolo para acreditar. Mas quem estudar o assunto a sério sabe essa verdade imortal: "A escolha que o Brasil fez em 1964, através das forças armadas, que ouviram a voz da maioria, foi a melhor possível. Parabéns, Brasil".

Posted at 01:04 am by Flamarion Daia Júnior
Comments (2)  

Saturday, March 29, 2014
França

Os comunistas tiveram entre 20 e 30% dos votos por anos, e isso era tido como normal.

A Frente Nacional está ameaçando passar dos 5%, e agora falam que a democracia francesa está em crise.

Claro, são opiniões. Eu não gosto da Frente Nacional, mas para mim a França está melhor agora do que no tempo em que os comunistas tinham 20% dos votos.

Posted at 03:11 pm by Flamarion Daia Júnior
Make a comment  


Previous Page Next Page




<< August 2017 >>
Sun Mon Tue Wed Thu Fri Sat
 01 02 03 04 05
06 07 08 09 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30 31


If you want to be updated on this weblog Enter your email here:




rss feed






















Zadig

Achou bonitinho? Ent�o salve o banner e coloque o meu link na sua p�gina!























































































rel=