Monday, April 25, 2016
Notas sobre o fim de Dilma Roussef

Claro que eu gostei do fim da Dilma e do PT (E é claro que ela caiu quando perdeu na câmara, o senado apenas vai confirmar). Mas há uma coisa triste: a Dilma perdeu por ser desastrada demais. Outro petista, menos desastrado mas tão culpado quanto a Dilma, outro petista teria ganhado, sem ser por isso menos ruim. Enfim, que o Brasil aprenda e que a Dilma não culpe nada nem ninguém além de sua própria incompetência e maldade.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

O Michel Temer, que será nosso presidente (ninguém tem certeza por quanto tempo, mas imagino que até a posse do vencedor das eleições de 2018, de acordo com a nossa constituição), ele não privatizará nenhum empresa pública. Com sorte, ele pode extinguir alguns (poucos) ministérios. Ele pode tentar trazer de volta a CPMF, e ele teria, para isso, o que a Dilma não teve, maioria do congresso. E, bem, como uma solução provisória, eu acho que dois ou três anos de CPMF não seria ruim, desde que também houvesse cortes nas despesas públicas. Aí, algum engraçadinho vem me perguntar se eu fui contra a tentativa da Dilma de restaurar a CPMF. É, fui contra. Mas eu não confiava na Dilma para reduzir os gastos públicos, então, com a Dilma, a CPMF se tornaria um imposto permanente. Com o Temer, a CPMF pode ser realmente provisória.

Ele deve diminuir a quantidade de petistas no Estado, mas pelo menos alguns serão substituídos pela gente de Temer. Mesmo assim, uma coisa boa, menos petistas no Estado é sempre bom. E acho que alguns cargos serão extintos, não ocupados pela gente de Temer, duplamente bom, portanto, mesmo que ainda muito longe do ideal. O Michel Temer não fará nenhuma tentativa de censurar a mídia, como os petistas fizeram, sem conseguir, nos últimos 13 anos. O Michel Temer deve ter uma política externa mais discreta, politicamente correta, sim, mas vai tentar conciliar o politicamente correto com os interesses do Brasil. Na educação e na cultura (onde o Estado não deveria se meter e se mete mesmo assim), será a mesma coisa: o Michel Temer tentará conciliar o politicamente correto com os interesses do Brasil (mas o “homeschooling” continuará sendo crime). E espero que o Temer se empenhe menos em desarmar o cidadão honesto, mesmo que nada faça para prender os bandidos (combater o crime é função dos governos estaduais, dizem... O governo federal não pode planejar ações conjuntas com os governos estaduais? O governo federal não pode propor uma nova legislação, para facilitar o trabalho da polícia e da justiça?).

Então, eu espero que o Temer melhore, mas não espero muita coisa.

O Temer nunca dirá que a esquerda não presta e que o que a esquerda propõe, quase sempre, é ruim para todo mundo menos para os esquerdistas (políticos normais propõem o que é bom para eles, sim, mas ao menos eles tentam conciliar isso com o que é bom para a maioria das pessoas). O Temer é político e ele sabe que pode precisar da ajuda dos esquerdistas, que têm grande poder político. Para minar o poder político da esquerda é preciso combater o poder cultural da esquerda, de onde ela tira seu poder político. Isso não é função dos políticos, por melhores que sejam. É função nossa, das pessoas que podem oferecer alternativas ao esquerdismo cultural.

Não é difícil oferecer alternativas ao esquerdismo cultural: trata-se de procurar ler por prazer, no caso da literatura, ou estudar com seriedade, no caso das ciências, e escrever suas conclusões com honestidade. Uma pessoa interessada em artes e ciências, religião, história e economia, ou em cultura em geral, e disposta a escrever publicamente sobre isso, sem viés esquerdista (e sem negar razão a um autor esquerdista, se por acaso ele estiver certo em alguma coisa), uma pessoa só é muito pouco, admito, mas centenas de pessoas assim representam uma boa alternativa ao domínio esquerdista na nossa cultura. Quanto mais pessoas estiverem escrevendo na internet, com seriedade, sobre cultura ou ideologia, mais pessoas se entusiasmarão e também farão isso. É dessa maneira que se destrói a hegemonia cultural da esquerda, base de sua força política. Pode demorar, provavelmente irá demorar, mas com certeza é melhor do que confiar em algum “político iluminado”.

Mesmo porque não teremos um político iluminado nas eleições de 2018. O vencedor será um candidato tucano, ou seja, um esquerdista, ou um dissidente do PT como Marina Silva, ou seja, um esquerdista ainda mais radical. Jair Bolsonaro? Por enquanto, eu voto nele, mas não tenho esperança que ele ganhe.

De qualquer modo, sobrevivemos a cinco anos de Dilma Roussef. Podemos sobreviver a um tucano.

Posted at 11:08 am by Flamarion Daia Júnior

 

Leave a Comment:

Name


Homepage (optional)


Comments





Previous Entry Home Next Entry




<< April 2016 >>
Sun Mon Tue Wed Thu Fri Sat
 01 02
03 04 05 06 07 08 09
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30


If you want to be updated on this weblog Enter your email here:




rss feed






















Zadig

Achou bonitinho? Ent�o salve o banner e coloque o meu link na sua p�gina!























































































rel=